Do blog do Pepê Mattos
Sarau na Floriano
Noite amena.
Casais apinhados nas mesas
a conversar,
a trocar juras de amor,
a pôr panos frios
nalguma coisa pendente.
Crianças a brincar
no chão entre bichinhos
de pelúcia.
A leveza da poeta,
rendendo homenagens à bela lua,
que, como ela,
roubavam para si a noite.
Entre uma baforada e outra,
solfejava umas linhas
do poeta da noite.
Entre um gole e outro,
flamejava os belos olhos
pelas mesas à procura
do verso perdido,
da imagem enclausurada
na noite a se esconder.
Mesmo o violão do músico,
o mormaço no ambiente,
pessoas indo e vindo,
conversas se esvaindo,
nada detinham para si
a relevância da poeta.
Escrito por Patrícia Andrade às 17h23
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continuação
Lua nenhuma quisera ser mais
que sua própria natureza
de satélite.
Ante tal magnitude, diria ser
para o todo sempre satélite.
De astro para astro,
o Sol, se na noite surgisse,
faria-se de vassalo.
A poesia por entre os poros
da noite amena.
Toda mulher tem muito
de poeta e astro.
Poesia, teu nome é mulher.
Pepê Mattos, 06/10/06.
Escrito por Patrícia Andrade às 17h22
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